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Quantum GIS 1.8: Instalação do SAGA GIS através da Ferramenta Sextante

Instalação do SAGA GIS no Quantum GIS através do Sextante
O Quantum GIS combinado com as ferramentas do SAGA GIS gera um ganho significativo para as pessoas que trabalham em ambiente de produção de dados com software livre. Nosso objetivo é utilizar estes aplicativos para manipulação dos recursos hídricos. Neste tutorial vamos realizar a instalação de todas as ferramentas que possibilitam essas análises.
Download da versão MSW no Site Oficial do SAGA GIS
Acesse o site oficial do SAGA GIS e clique no menu Downloads.
SAGA | System for Automated Geoscientific Analyses
http://www.saga-gis.org/en/index.html
Clique no diretório com a versão 2.0 do SIG. Uma lista com links contendo várias versões do programa será aberta. Nosso alvo é a última versão estável do SAGA GIS 32 bits (versão 2.0.8 durante a criação deste tutorial). O formato MSW dispensa instalação, portanto, vamos optar por ele.

Após o download, descompacte a pasta do SAGA GIS no diretório raiz do computador.

Instalação do Conjunto de Ferramentas Sextante no Quantum GIS
Execute o Quantum GIS e clique no menu Complementos – Buscar Complementos Python. Digite Sextante no campo Filtrar por e marque o arquivo para instalação. Finalmente, pressione o botão Instalar Complemento.

Instalação do SAGA GIS no Quantum GIS através do Sextante
O último passo consiste em apontar os algoritmos do SAGA GIS para execução a partir do conjunto de ferramentas Sextante.
Clique no menu Analysis – Sextante Options and Configuration.

Localize o módulo SAGA e marque a opção Activate. No campo SAGA Folder, digite ou cole o diretório com os algoritmos do SAGA que foram descompactados. Finalize a operação com o botão OK.

O SAGA GIS está pronto para ser utilizado no QGIS via Sextante e pode ser acessado através do painel direito. Para testá-lo, vou executar um programa para gerar um relevo sombreado iluminado:
Terrain Analysis – Lighting – Analytical Hillshading
Este é o DEM SRTM de entrada:

O raster gerado pelo SAGA GIS é um relevo sombreado com iluminação, onde você pode direcionar o grau de inclinação da vertente e controlar o exagero vertical da elevação:

Nos próximos posts daremos prosseguimento às análises hidrológicas no Quantum GIS com reforço dos algoritmos do SAGA GIS.
Dúvidas e sugestões podem ser enviadas para o Suporte Quantum GIS Brasil.
Aproveitamento de espaços no Compositor de impressão do QGIS
Olá a todos!
Uma das principais dificuldades dos usuários iniciantes do QGIS, que já possuem experiências com softwares como Arcgis, Mapinfo, Geomedia, etc, é adaptar-se ao processo de construção de Leiautes de impressão. Esse tutorial não tem o objetivo de mostrar o uso das ferramentas disponíveis, pois estas estão bem demonstradas no Manual do Qgis (Guia do Usuário do QGIS 1.7.4). Se trata de um conjunto de DICAS para aproveitar o espaço ocupado pela grade dos mapas, para inserir legenda, mapas de localização, logotipos etc…
A proposta é tentar economizar custos de impressão com a diminuição do tamanho do papel a ser utilizado. Muitas vezes, observo que a grade facilita o processo, porém ocupa uma área demasiada poluindo o mapa.
Passo 1 – Criação de Buffer “subtraído”
Imagine o uso de imagens do OpenLayers como base para um mapa municipal, bacia hidrográfica, bairro ou grupo de setores censitários. Neste caso, será necessário criar uma “mascara”. Para tal, usarei como exemplo uma bacia hidrográfica.
1° – Gere um buffer de 200 metros a partir do limite da Bacia . (Vetor > Geoprocessar > Buffers);
2° – Gere um buffer sobre o arquivo que acabou de criar, porém agora de 500.000 metros (idem anterior);
3° – Gere uma “diferença” (Vetor > Geoprocessar > Diferença) entre com a camada vetorial buffer 500.000 e a camada de diferença buffer 200, como na figura abaixo.
Salve o arquivo como buffer subtraído. O resultado apresentado a seguir, será um polígono com a área do buffer 200 do limite vazio.
4° – Em propriedades da camada buffer subtraído altere a cor e cor da borda para branco.
5° – Carregue o complemento OpenLayers Plugin e adicione Google Satelite Layer.
O resultado é mostrado abaixo. Observem que carreguei o limite da Micro Bacia com tracejado branco. Atente para a ordem das camadas !
Em seguida, adicione as informações de seu mapa (curva de nível, ponto cotado, escolas, postos de saúde, setores censitários etc..) acima do Google Satélite, mas abaixo do Buffer subtraído!
Passo 2 – Inserindo a grade e texto das coordenadas (Compositor de impressão)
6° – No compositor de impressão utilizo uma Composição tamanho A1. Após, inseri o mapa com escala 1:10.000. Com o ítem (mapa) selecionado, no campo Grid selecionar “mostrar a grade” e “Desenhar anotações”. Em seguida, inseri intervalos de 2000 (X e Y). Não construa intervalos densos, opte por intervalos maiores sem poluir o mapa! Observem a área ocupada pela grade!!
7° – Sempre com o mapa selecionado, em Grid altere a cor da linha para branco.
Em seguida, em Opções gerais altere o nível de “Opacidade”, e desabilite “Mostrar moldura”. Observe a ampliação da área disponível.
8° – Insira um rotulo e acerte sua formatação de tamanho, cor e fonte.
Em seguida, em “Opções gerais” repita o procedimento de desabilitar “Mostrar moldura” e altere o nível de “Opacidade”. Veja no exemplo abaixo para que serve a alteração do nível de Opacidade e Mostrar Moldura.
Com o texto completamente formatado utilize (Ctrl+C e Ctrl+V ) para continuar o acerto dos textos das coordenadas.
Para mapas temáticos ou topográficos que possuam fundo branco, siga o mesmo processo até o 6° passo, e a seguir, pinte a grade utilizando Adicionar seta.
Dica 1: acerte o Zoom da tela de forma que possa ver toda extensão da linha/seta a ser traçada, mesmo que você não tenha precisão. Os erros serão corrigidos posteriormente!
Para tirar o triangulo da ponta da seta basta selecioná-la, e clicar em “sem marcador”.
Após inserir a seta e habilitar “sem marcador”, faça um zoom sobre as duas extremidades da linha para corrigir possíveis erros. Observe que a seta quando selecionada, possui quatro caixas nas extremidades que servem para mover o elemento (arraste). Corrija a posição seguindo o exemplo abaixo.
Repita o processo em todas linhas! Em seguida, selecione o mapa e desative “mostrar grade “e “Desenho anotações”. O resultado final deverá ser conforme o exemplo abaixo.
Boa sorte!
Elaboração: Augusto Vieira – Mestre em Geografia Física pela USP, realiza pesquisas e projetos pelo IPESA – Instituto de Projetos e Pesquisas Sócio Ambientais, relacionados a governança de Unidades de Conservação ligadas aos Comitês de Bacias Hidrográficas (SMT e CCJ ) do Esta do de São Paulo. Contato por e-mail: augusto.vieira@ipesa.org.br ou Skype: gutojackie
UNIÃO DE TABELAS NO QGIS 1.8
Salve Salve pessoal da comunidade Quantum GIS Brasil, estou iniciando no mundo das geotecnologias e diante da nova versão do QGIS 1.8, percebi que a união de tabelas a uma shape do projeto não é mais possível pelo menu VETOR>>GEOPROCESSAR>>UNIR, e diante de tal impasse encontrei uma solução. Veja:
Se você tem o seguinte problema: Unir uma tabela externa a uma camada shape de um projeto no QGIS 1.8, como mostramos abaixo:
FIGURA 01: Tabela externa.
FIGURA 02: Mapa de setores do censo 2010 e Tabela da camada shape (Vetorial).
Então siga o passo-a-passo abaixo (sobretudo para o Qgis 1.8).
A camada base_setores_ibge, apresentará-se assim no campo das camadas:
FIGURA 03: Tabela externa apresentada como uma camada do projeto.
- Clique com o botão direito do mouse sobre a camada que você deseja unir à tabela carregada, em seguida clique em propriedades.
- No menu superior da janela que surge, selecione a guia Uniões:
- Clique no ícone mais (+), para adicionar uma nova união;
FIGURA 04: Guia “uniões” (de camadas/tabelas).
- Na janela que surge (ver figura abaixo), em unir camada, selecione a camada da tabela externa carregada como camada vetorial; Em unir campo, selecione o campo da tabela carregada que deseja relacionar ao campo da camada vetorial, que por sua vez é o campo alvo;
FIGURA 05: Definição da tabela e campos da união.
Pronto, veja como ficou a nova tabela:
FIGURA 06: Tabela resultante da união.
VANTAGENS:
Comparando com o método de união de tabelas das versões anteriores do qgis, este método tem muitas vantagens, pois:
- Não é necessário criar uma nova camada vetorial(shape) com uma nova tabela resultante da união das duas anteriores, apesar de ser possível;
- Permite melhor gestão, já que a tabela pode ser manipulada de forma externa ou internamente ao projeto;
- Não é necessário que as colunas de relacionamento tenham o mesmo titulo, já que os campos (unir e alvo) podem ser definidos distintamente;
- Uma mesma camada vetorial pode ser relacionada com várias tabelas independentes.
- O mesmo processo pode ser utilizado para unir tabelas de duas camadas vetoriais;























